Dia 1

O monastério e a academia

o velho porteiro nos recebeu no Monastério da Inexorável Verdade com frieza. Disse que viajantes não eram bem-vindos e que nomes não importavam ali. Afirmou também que o Protetorado não tinha jurisdição nem poder de decisão no templo. Parecia indiferente à situação da vila, ou já resignado.

O monastério ocupa um terreno elevado e se parece com uma fortaleza. As barricadas estão voltadas para a cidade. Apesar da hostilidade aos visitantes, havia movimento dentro do templo.

Na academia, Sorriso Dourado atribuiu os ataques ao abandono das tradições. Falou da ausência de estátuas, oferendas e símbolos religiosos, e da perda de interesse por histórias e cânticos. Disse que suas canções encontravam “barreiras invisíveis”.

“Quando todos se esquecem de cumprir com as tradições, será que não existe algum tipo de punição?”

“Um bardo sem ouro reflete um povo que não tem mais interesse em ouvir.”

“Existem coisas nessa cidade que seus olhos não estão enxergando.”

O Professor suspeitava de uma maldição ou de algo que atraía as criaturas para a vila. Observava mudanças no comportamento dos monges e descreveu a distância entre o monastério e Margrave Peloto como uma “cortesia do silêncio”.

Ordan chegou à academia com outros monges para procurar o Professor. Chamou minha presença de infortúnio e se incomodou quando me recusei a sair. Senti uma imposição sobrenatural de desespero e angústia, como se tentasse me expulsar pela força. Ao me esgueirar, ouvi o motivo da visita: “Nós precisamos das traduções.”

Arredores do orfanato

Perto do Orfanato de Ar’Grand, encontramos o corpo irreconhecível de um guarda. As evidências sugeriam o ataque de uma criatura noturna. Quase não havia animais comuns na cidade: além dos animais de estábulo, restavam corvos.

Interpretações de Raz

Os ataques mentais no templo e na academia parecem ligados a Ordan ou a uma força associada a ele. As barricadas e a recusa de jurisdição sugerem um isolamento político e militar, mas ainda não sei se os monges se defendem de uma ameaça externa ou se preparam contra a vila.

A busca por traduções indica interesse em conhecimento antigo. A proteção que atribuímos aos símbolos do orfanato também pode explicar por que outras partes da cidade são vulneráveis. São pistas que ainda precisamos verificar.

Dia 2

Conversa com Margrave

Margrave Peloto contou que Ordan se tornou extremista desde o início dos ataques e os interpreta como punição dos deuses pela morte de O Conquistador. Margrave o conhece há muito tempo e não o considera uma pessoa ruim. Os monges, segundo ele, se recolhem para proteger os ensinamentos do monastério.

Margrave se incomodou quando mencionei ter sentido magia. O uso dela parecia proibido, embora não tenhamos esclarecido o alcance da regra. Em sua visão, o mal deve ser entendido a partir das ações e da ética individual.

Gaaris e o orfanato

Mãe Gaaris é uma elfa, antiga aventureira e sacerdotisa da lua de um mundo anterior. Está debilitada e aposentada, mas cuida bem das crianças do Orfanato de Ar’Grand. Tentava acalmar as histórias de monstros que elas inventavam e exageravam. Disse não conhecer os novos monges.

Ensinou que a perfeição pertence aos seres divinos. Os mortais precisam reconhecer os próprios limites e buscar ajuda em quem possui as habilidades que lhes faltam.

“Aproveite o seu ímpeto, mas peça ajuda no seu caminho.”

O orfanato é a maior casa da vila, mantida pela cidade e normalmente administrada por sacerdotes. Embora próximo das muralhas e vulnerável, ainda não havia sido atacado. Sua planta foi construída sobre um símbolo religioso e a decoração contém imagens sagradas, características que não encontramos nas demais estruturas.

A conversa com Sorriso Dourado reforçou a interpretação de que os símbolos explicavam essa proteção. Ele voltou a associar a crise ao abandono das tradições.

Argis e a defesa

Argis vivia isolada em uma cabana nos arredores e evitava o conflito. Tharion a convenceu a ajudar depois de conversarem sobre dever e arrependimentos.

Interpretações de Raz

Já sabia que água benta era eficaz contra nossos inimigos. Talvez o peso da tradição e dos símbolos torne seu efeito ainda maior aqui. Também ficou clara a distância política entre a vila e o monastério; os detalhes dessa autonomia ainda não foram verificados.

Dia 3

Richard e o contrato de investigação

Conhecemos Sir Richard Karlsteel, caçador de magos reconhecido pelo Protetorado e pelo falecido O Conquistador. Veio com uma guarda de cavaleiros e procura recriar a Armada Escarlate, ordem de quebra-feitiços voltada à transmissão da antimagia.

Richard considera a magia uma chaga. Só auxilia uma comunidade sob a condição de formar um discípulo. Inicialmente não conhecia os ataques, mas se interessou pelo círculo de Ithilrandir. Margrave Peloto o convenceu a defender a vila por pelo menos uma noite.

Margrave me contratou para investigar o Monastério da Inexorável Verdade, pagando metade adiantado. Exigiu que eu não tirasse vidas desnecessariamente. É cético quanto às tradições religiosas, mas aceita o uso de símbolos sagrados se isso ajudar a cidade.

A origem dos ataques e as traduções

Argis relatou que as criaturas não chegam por caminhos físicos: à noite, surge um nevoeiro, a lua se torna vermelha e os monstros aparecem, como se a própria realidade mudasse.

A Escola de Literatura e Artes foi invadida e O Professor desapareceu. Havia monges rondando o local. Encontramos anotações de seu trabalho no monastério: traduções de tomos em uma língua antiga e estudos de glifos que funcionam como catalisadores, canalizando energia para outras estruturas arcanas.

Na floresta, Ithilrandir falou com um cervo. Antes de fugir, o animal disse: “Eu sinto o cheiro da Condenação.”

História da antimagia

A Conquista ocorreu nos anos 75–83 após a conjunção dos planos, marco do ano zero. Nesse período, o Conquistador instaurou a ordem de antimagia e baniu arcanistas; Richard foi um de seus principais executores.

Depois da perseguição aberta, o conhecimento arcano passou a ser contido e transmitido diretamente de mestre a discípulo. Feiticeiros, que nascem com o dom, são tratados como imprevisíveis e perigosos, embora os relatos indiquem o fim da caça pública.

Interpretações de Raz

O desaparecimento do Professor reforça minha suspeita sobre os monges. Os glifos podem servir para ativar, invocar ou abrir alguma coisa. Se o nevoeiro e a lua vermelha acompanham o surgimento das criaturas, o monastério pode estar canalizando esse fenômeno. Ainda precisamos demonstrar a ligação.

Dia 4

Crianças desaparecidas

Mãe Gaaris relatou o desaparecimento recente de seis crianças perto da taverna, antigo mercado. Cerca de quinze crianças haviam desaparecido ao longo do ano, antes da crise dos ataques. O mural da taverna reunia sobretudo crianças e adolescentes.

O sobrinho de O Louco desapareceu aproximadamente um ano antes. Os casos contribuíam para a impopularidade de Margrave Peloto. O taverneiro também disse que Tharion lembrava os Cavaleiros Brancos, antiga ordem de abnegação.

A investigação do pai de Argis

O pai de Argis investigava os desaparecimentos. No dia em que disse ter encontrado uma pista, foi morto com uma adaga nas costas. Interpretei o ferimento como indício de assassinato deliberado. Suas buscas não haviam apontado para o Monastério da Inexorável Verdade.

Richard e a noite

Sir Richard Karlsteel acredita que a vila funciona como um conduíte e se conecta ao Abismo todas as noites. Solicitou um exorcista e reforços de Aranis Don. Entregou-me um pingente e pressionou pelo meu ingresso na ordem.

“Nada funciona sem intenção. Quanto mais verdadeira e constante for a intenção, mais poder ela possui sobre a realidade.”

Havia poeira no ar, dificultando a respiração e agravando o desânimo da população. Durante o combate noturno, descobrimos que as seis crianças desaparecidas recentemente haviam sido transformadas em criaturas descritas como fiends. Não conseguimos salvá-las e fomos obrigados a matá-las durante a defesa.

Interpretações e decisão

O assassinato do pai de Argis sugere que alguém silencia quem se aproxima da verdade. Suspeito de Margrave, mas não tenho confirmação. Os desaparecimentos antigos podem estar ligados às forças que agora atacam a vila; o destino das seis crianças reforça essa possibilidade.

Decidimos invadir o monastério na manhã seguinte.

Dia 5

O pacto por Gaaris

Pela manhã, o Orfanato de Ar’Grand foi atacado. Mãe Gaaris defendeu as crianças, mas sofreu uma ferida necrótica amaldiçoada que resistia à magia convencional.

Pedi ajuda a Sir Richard Karlsteel e aceitei tornar-me seu discípulo na Armada Escarlate em troca de salvar Gaaris e o orfanato. Richard conjurou chamas azuis e removeu a magia da ferida, feito que descrevemos como cortar o conceito do encantamento.

O monastério e as piras

Avançamos para o Monastério da Inexorável Verdade à tarde. Ordan e os monges anunciaram que o “Verdadeiro Deus” retornara. O Warden, braço direito de Ordan, conjurou em Infernal. Ordan afirmou que estávamos “antecipando o inevitável”.

Piras se acenderam simultaneamente e destruíram estruturas da vila. O registro aponta a morte de combatentes, da cavalaria e de metade da população no evento. As almas foram arrancadas e canalizadas para o subsolo do monastério.

Malfuriel

Encontramos Malfuriel, o Traidor, um anjo caído debilitado, crucificado e selado por uma espada no peito. As almas alimentavam sua regeneração.

Richard assumiu a linha de frente e nos mandou salvar civis, dizendo que a luta estava além de nossas capacidades. Conseguimos banir Malfuriel daquele plano e libertar as almas. Darius Lightbringer retirou a espada que o selava e a guardou. Sua identidade não foi estabelecida.

Mortos, sobreviventes e desaparecidos

A vila foi devastada. Os sobreviventes relacionados fugiram; não há informação sobre eventual retorno. O número de mortos no evento e a descrição posterior de poucos sobreviventes não permitem calcular um total final.

SituaçãoPessoas relacionadasObservações
Sobreviventes[[2. Pessoas e Facções/1. Pessoas/Ar’Grand/Mãe GaarisMãe Gaaris]], órfãos, [[2. Pessoas e Facções/1. Pessoas/Ar’Grand/Sorriso Dourado
Mortos[[2. Pessoas e Facções/1. Pessoas/Ar’Grand/O LoucoO Louco]], [[2. Pessoas e Facções/1. Pessoas/Ar’Grand/Sr. Barba
Desaparecidos[[2. Pessoas e Facções/1. Pessoas/Ar’Grand/ArgisArgis]], Silver Hawk, Miranda, herbalista

Consequências

Impedimos a ascensão de Malfuriel, mas não salvamos Ar’Grand. Meu compromisso com a antimagia agora está selado com a vida de Gaaris e com as perdas da batalha.

Precisamos descobrir o que faz a espada retirada por Darius, quem a cravou no peito do anjo e quais consequências sua retirada pode ter.

Atualização de situação

Argis, Silver Hawk, Miranda e o herbalista continuam desaparecidos e são dados como mortos. Essa atualização foi confirmada pelo jogador após o registro original.

O Sol Sombrio e o ritual

No último dia do ritual, o Sol Sombrio aproximou o Abismo de nossa realidade. Os monges aproveitaram essa condição para realizar a invocação de Malfuriel. Esta informação esclarece o contexto do dia final, sem criar dias adicionais para os registros anteriores.

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